poema (soneto) de manuel alegre, dedicado a Adriano Correia de Oliveira


Não era só a voz o som a oitava

que ele queria sempre mais acima

nem sequer a palavra que nos dava

restituída ao tom de cada rima.

 

Era a tristeza dentro da alegria

era um fundo de festa na amargura

e a quase insuportável nostalgia

que trazia por dentro da ternura.

 

O corpo grande e a alma de menino

trazia no olhar aquele assombro

de quem quer caber e não cabia.

 

Os pés fora do berço e do destino

alguém o viu partir de viola ao ombro.

Era Outubro em Avintes. E chovia

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One thought on “poema (soneto) de manuel alegre, dedicado a Adriano Correia de Oliveira

  1. Paulo Esperança diz:

    O corpo grande, o olhar de assombro, os pés fora do destino!
    Adriano Correia de Oliveira – bem e muito mal tratado (a história não se revê, e os factos são indesmentíveis) mas AMIGO…MAIOR QUE O PENSAMENTO!
    Paulo Esperança

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