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QUADRO DE RUI PAES “A MORTE SAIU À RUA NUM DIA ASSIM”

MEMÓRIA  DESCRITIVA  do trabalho apresentado

Título: “A Morte saiu à rua num dia assim”

Técnica: guache vinílico sobre tela

Dimensões:50 x 40 cm

 

Uma alegoria breve

Como fundo, uma paisagem inacabada: a vida do Pintor José Dias Coelho, tolhida muito cedo (aos 38 anos), uma vida inacabada.

Gamo / cervo  –  símbolo da natureza / espírito livre, representando o País, daí as hastes do animal representadas nas cores da bandeira Portuguesa.

Por cada um que é morto, vai morrendo também o País.

O corpo do cervo/gamo em azul índigo, uma tintura exótica, desenraizada da representação real mas que faz a ligação entre passado e presente.

A base vermelha, de sangue e rosas, uma cor dinâmica e renovadora, em constante movimento.”

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EXPOSIÇÃO COLECTIVA AMIGOS MAIORES QUE O PENSAMENTO NA GALERIA PORTO ORIENTAL

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TRIBUTO AO ZECA

O canto que se erguia
na tua voz de vento
era de sangue e oiro
e um astro insubmisso
que era menino e homem
fulgurava nas águas
entre fogos silvestres.
Cantavas para todos
os acordes da terra,
os obscuros gritos
e os delírios e as fúrias
de uma revolta justa
contra eternos vampiros.
Que imensa a aventura
da luz por entre as sombras!
A vida convertia-se
num rio incandescente
e num prodígio branco
o canto sobre os barcos!
E o desejo tão fundo
centrava-se num ponto
em que atingia o uno
e a claridade intacta.
O canto era carícia
para uma ferida extrema
que era de todos nós
na angústia insustentável.
Mas ressurgia dela
a mais fina energia
ressuscitando o ser
em plenitude de água
e de um fogo amoroso.
É já manhã cantor
e o teu canto não cessa
onde não há a morte

e o coração começa.

António Ramos Rosa (poema)
Manuel San Payo (desenho)
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